segunda-feira, 3 de junho de 2013

CAMINHOS DE SANTIAGO PELA COSTA


A história destes dois dias intensos será contada aos poucos durante esta semana. Dois dias que puseram à prova as forças físicas e mentais de todos. Quase 300 km é um facto assinalável. Três estreias (Magalhães, Fernando e Pedro) ainda que o Pedro só nos tenha acompanhado até Caminha devido a compromissos.
Já lá vão sete anos desde a primeira vez que resolvemos organizar este convívio anual. Desde aí até então, e com um grupo bem menos numeroso, ficamos "viciados" em tudo envolve os Caminhos de Santiago desde a crença até às motivações de cada um por tamanha façanha. A preparação de toda a logística começa no início de cada ano, com cerca de meio ano de antecedência e mesmo assim nem tudo sai como determinamos....
Mesmo que, se por algum motivo, os trajectos se repitam a aventura é sempre diferente. Apesar de este ano   ter sido testada uma variante diferente (pela costa) o espírito e a determinação foram os mesmos.
Véspera da partida à noite fez-se o derradeiro teste ao novo atrelado. Dia 1 Junho pelas cinco da manhã estava marcado o encontro junto ao Palácio da Justiça. Todos foram pontuais. Feitas as últimas verificações, carregada a carrinha de apoio e tirada a foto da praxe, estava na hora de colocar rodas ao caminho. Esperava-nos uma longa jornada até ao final primeira etapa. Não sei se da aproximação a Braga, bem cedo surgiu a primeira avaria no alto da Morreira, uma avaria na pedaleira da bike topo de gama do Mouchinho obrigava-nos à primeira paragem forçada. Rapidamente foi chamado o carro de apoio uma vez não se conseguir solucionar o problema. Com todo grupo novamente a caminho pelo espiche até Esposende, local onde estava prevista a primeira paragem para abastecer. Chegados a Esposende era hora de aconchegar o bucho, pois o relógio já marcava as 8 horas e o conta-kilómetros já ia quase em 60… um grupo de ciclistas mal-humorados antecedia-nos mas afinal não iam para Santiago… Pequeno almoço tomado iniciava-mos finalmente o Caminho. E que Caminho… o Alto-Minho é simplesmente deslumbrante, de destacar a passagem pelo Rio Neiva e a Igreja de Crasto, com muitos kms de singletracks a levarem o povo até à Ponte Eiffel sobre o Lima. Eis que chegavamos a Viana do Castelo e mais uma pequena paragem para apreciar a grande movimentação das gentes locais na sua Praça Central.
Daqui até ao almoço, em Caminha, ainda haviam alguns quilómetros para trautear por terrenos bem agradáveis. Primeiro por trilhos mais elevados, mas sempre paralelos ao mar até Moledo, altura em que passamos a pedalar praticamente sobre a praia até ao local do repasto. Durante este trajeto aconteceu a segunda avaria do dia, um dropout partido mas rapidamente substituido. Curiosamente as duas avarias em duas Specialized. Finalmente Caminha e o reencontro com o Mouchinho, vitima da primeira contrariedade e já resolvida. O restaurante era bem situado, junto ao rio com vista para o que nos esperava na outra margem. Mas isso são outras histórias. Melhor mesmo é falar do almoço, que em abono da verdade estava muito bom. Ou nós esfomeados. Antes foram servidas as sopas ( uma passada), para ir aconchegando o estômago. Não fosse o chef Oliveira (Restaurante Remo)ter abusado nos cálculos (10 € de pão e 4€ cada dois litros de coca-cola entre outras coisas) tudo tinha sido perfeito. Ainda houve lugar para apanhar um solinho na esplanada e preparar a despedida do Pedro. Estava previsto ultrapassar o Rio Minho por Ferry, o Lopes dirigiu-se ao balcão das informações do dito cujo mas logo voltou com más notícias: primeira grande contrariedade, o Ferry só navega com a maré-alta! A que horas? Às 6 e meia! Com cerca de cinquenta kms pela frente até ao albergue, impossível! Alternativa? A ponte de Vila Nova de Cerveira. Psicologicamente afectados, resolveu-se que uns fariam uma parte do percurso no carro de apoio e depois trocavam. Os mais bravos rolaram até Cerveira e os velhotes seguiram mesmo até A Guarda de bicicleta fazendo assim mais 20 kms! Mas o pior foi termos perdido o fio à meada, pois encontramos setas que nos levaram não junto à costa mas sim até ao alto do monte! Já com mais de 100 kms foi penoso… mas a vista do outro lado era simplesmente espectacular! Reencontrado o percurso seguimos em bom ritmo até Baiona, com o vento a fazer das suas e a partir o grupo em dois. Enquanto uns se refastelavam e resolviam um furo na bike do Filipe, os outros seguiam freneticamente na expectativa de marcar o albergue, já que com os azares se tinha perdido muito tempo. Chegados a Baiona soubemos que teríamos de seguir até Nigran (que era o previsto inicialmente), mas que era só uma questão de um par de kms… os rostos desanuviaram-se e após um contacto telefónico que garantiu a abertura do albergue prosseguimos. Finalmente chegados a Nigran havia que encontrar o albergue. E que albergue! O antigo Pazo de Pias, recentemente convertido, é um edifício imponente, bonito, e oferece acomodações com quartos INDIVIDUAIS, toalhinha em cima da cama, e uma atmosfera espectacular (com fantasmas captados nas nossas fotos!). A zeladora parecia mais interessada nos ciclistas do que em receber o dinheiro e a necessária documentação (lol). Após o banhinho tomado, tratava-se de encontrar um restaurante à altura da fome dos convivas. Acabamos por seguir a indicação da zeladora um bocadinho à sorte, e assim descobrimos “Las Antípodas” onde o “presidente” Lopes travou conhecimento com a simpática Helena, que nos viria a tratar muito bem. Com a última jornada da Liga espanhola a decorrer, o ambiente estava ao rubro, e com o Celta de Vigo a salvar-se da despromoção, foi o descalabro! No meio dos xupitos, cantorias e afins o pessoal embalou para um resto de noite 5*****! Após uma voltinha pelo burgo era hora de dormir, pois após 170 kms durinhos, esperavam-nos mais 120 no dia seguinte! Despertadores para as 4h30, deu-se início à fase da brincadeira onde as crianças se divertiram, com a cama do Sr Fernando a desaparecer e o Mouchinho a ver o quarto roubado entre outras coisas (preservativos pendurados nas portas) eheheh.
Poucas horas de sono foi aquilo a que tivemos direito antes de nova etapa. Cinco e meia da manhã, hora espanhola, e já os despertadores começavam a tocar. Lentamente todos foram acordando, vestindo a fatiota domingueira. Tudo arrumado, pequeno almoço tomado e bora que se faz tarde. Ainda com os corpos sem predisposição para grandes pedaladas, lentamente fomos encurtando quilómetros por trilhos ainda desconhecidos para todos mas por sinal bem bonitos. Primeiro pelo meio de uma espécie de bosque até Vigo e depois por estradões mais estreitos num plano superior, mas sempre paralelos à ria que banha a cidade de Vigo fizeram a delicia de todos até Redondela onde aconteceu a primeira paragem do dia para "meter combustivel". Aqui sim, já todos conhecia-mos! Aconchegado o estômago foi altura de dar uma volta pela cidade, tirar umas fotos e partirmos em direcção a Pontevedra, local onde foi feita uma pausa mais prolongada, aproveitada para uma refeição com mais calorias ( meio cacete recheado com um bom bife, queijo e fiambre )para fazer face aos quilómetros em falta. Depois daquele delicioso repasto, a horas impróprias para o comum "espanholito", enquanto os locais tomavam a meia de leite e o churro, e, apesar da temperatura, o dia, convidarem a estarmos sentados na esplanada ou deitados na relva tínhamos mesmo de partir. Alguns quilómetros, por terrenos apetecíveis, apesar de serem com alguma inclinação separavam-nos de Caldas de rei ainda da parte da manhã, altura em que o carro de apoio nos esperava para carregar alguns mantimentos. Pelo meio a paragem obrigatória nas quedas de água do Rio Barosa onde ninguém, mas mesmo ninguém consegue ficar indiferente. A prova disso foram as brincadeiras do Magalhães, não resistindo a uma banhoca, doido por tudo que tem água. Foram momentos fantásticos num local de convívio e que aconselhamos a todos que por lá passem. Mais frescos prosseguimos ziguezagueando com a estrada como separador, derivando ora para a esquerda ora para a direita até Caldas de Rei. Altura certa para duas de treta, degustar algumas peças de fruta e voltar ao trilho até ao último ponto de referência antes de Santiago Compostela. Padron, terra dos famosos pimentos pequeninos. A partir daqui são 22 km que mais parecem intermináveis com a ansiedade a apoderar-se de todos. Estávamos perto, muito perto do destino, mas aqueles 22 km mais uma vez tornaram-se na parte do percurso psicologicamente mais difícil. A ansiedade em chegar, os quilómetros nas pernas "obrigaram-nos" a algumas estratégias para ultrapassar o sobe e desce final. Uma das opções foi logo à saída de Padron fazer uma ligeira paragem para acalmar as mentes e refrescar a goela. Minutos providênciais para os cerca de duas dezenas de quilómetros que completavam o percurso. Pouco a pouco a distância foi encurtada e o momento final bem perto com a chegada à catedral. Estávamos no último jardim, local onde habitualmente agrupamos para efectuar a parte final até à subida do hospital. Eis que chegamos ao mítico local sob o olhar atento de todos aqueles se encontravam na Praça. A satisfação de ter conseguido terminar e o alivio nas pernas mostravam rostos muito mais felizes no meio da multidão. Abraços e cumprimentos entre todos marcaram o espírito de mais uma peregrinação dos bicigrinos. Estava na hora de ir buscar o testemunho, a Compostela, e comprar uns presentes para a família assim como visitar o Santo Padroeiro. Uma vez cumpridas todas as obrigações estava na hora de regressar. Havia primeiro que acondicionar as bicicletas no atrelado e depois partir em direcção a Portugal. Uma última paragem em Valença para o jantar final. Últimos momentos de convívio, confraternização e de recordação dos dois dias a pedalar. Terminou mais uma aventura. Já estamos com saudades destes momentos passados entre amigos. O próximo, apesar de estar à distância de um ano, é já a seguir. Falta apenas dar os parabéns a todos os que participaram nesta aventura pela boa disposição e sentido de camaradagem.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

55 anos é uma idade bonita!

Estava já combinado. Desde a semana passada que o Sr. Fernando se certificava que apareceriamos para celebrarmos o seu quinquagésimo quinto aniversário. Portanto o percurso deste domingo teria de nos levar à casa do aniversariante cerca das 10h! Escolheu-se a Penha, e como Santiago já faz comichão, alguns querem treinar tudo agora! Com o Sérgio a escolher a subida, aquilo mais parecia alpinismo! Já a descida teria de nos levar a Macotelos, pelo que fomos ao alto do Picoto para percorrer os singletracks que quase nos deixaram na casa do Sr. Fernando. Com a mesa bem posta cantamos os parabéns e regamos a prenda com champanhe: uma trek em carbono topo de gama: um avião! Agora é que o homem vai andar...
E para experimentar a máquina, e já em companhia do irmão do Sr. Fernando e respetivo grupo, dirigimo-nos para as Sras. do Monte, onde se escolheu os caminhos mais escabrosos! E para completar, aquele singletrack espetacular até Sezins!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A PREPARAÇÃO CONTINUA...

Este domingo todos decidiram era preciso fazer quilómetros...
Apesar da saída já ter sido minutos largos para além das oito, arrancamos em direcção ao alto de Stª Quitéria (Felgueiras) pelo monte, claro, praticamente sem paragens.
Uma vez lá em cima o destino era mais um pico, e que pico. no concelho de Lousada (Barrosas e Lustosa).
Para lá chegar descemos até Felgueiras subimos em direcção a Stª Eulália, onde retemperamos forças na única paragem digna desse nome, para de seguida atacar a subida até Barrosas e depois Lustosa.
Uma vez lá em cima foi sempre a descer até Vizela e regresso a casa num total de 65 km.

terça-feira, 14 de maio de 2013


LISTA DE PARTICIPANTES PARA SANTIAGO COMPOSTELA
COMPLETA


1 - Ricardo Manuel Teixeira Lopes
2 - João Luís Ferreira da Silva
3 - Victor Manuel das Neves Pinheiro
4 - Carlos Bruno Antunes Oliveira
5 - Participante Mistério
6 - Filipe Manuel Oliveira Leite
7 - Paulo Manuel do Vale Oliveira
8 - Frankelin Mendes Ribeiro
9 - Manuel Fernando Sousa e Silva (Mouchinho)
10 - José Álvaro Ferreira Gonçalves
11 - Rodrigo João Reis Ribeiro
12 - Sérgio Relvas Rocha
13 - Paulo Magalhães
14 - Fernando (Pai)
15 - Fernando Almeida (Filho)
16 - Ricardo Miguel Silva Martins

PARA ESTICAR AS PERNAS




Ora já que o Lopes tá com preguiça, hoje escrevo eu a crónica. Com a ansiedade dos treinos para Santiago a tomar conta de alguns de nós, esperava-se (para quem apareceu) um percurso durinho. E foi! O Tintas queria ir até ao S. Bentinho pelo caminho dos peregrinos e ainda ir ver as máquinas da Rampa da Falperra. Claro que teve mais olhos que barriga... E ainda com o Arantes a inventar larguete (caminho novo de Gonça até Teire), tivemos de atalhar quase a chegar à estrada Nacional 103. Descemos até à Póvoa de Lanhoso, e com o Arante a dizer que conhecia mais caminhos novos eis que o Tintas lhe diz NÃO! O homem tava possesso (deve ter comido a ração do bobby). Então alguem lembrou-se de subir de Galegos para Sobreposta, e aí o grupo dividiu-se: quem estava mais roto ou quem tinha mais pressa (pra meter o arroz só pode) seguiu em bom ritmo pela estrada até casa, enquanto que os outros em Sobreposta ainda fizeram um bom bocado de monte quase até às Taipas!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

DIA DA MÃE 2013 SÓ COM PICADEIROS

Neste domingo o grupo foi numeroso. Muitos foram os que apareceram (14) para um passeio bem agradável. Sem destino traçado mas com algumas ideias, o impasse inicial aconteceu. Uns pretendiam uma volta mais longa, outros nem por isso devido a ser Dia da Mãe e pretenderem estar em casa mais cedo. Ora como não há nada que não se resolva, lá se conseguiu arranjar uma situação intermédia depois alterada devido a imprevistos de ordem mecânica. Começamos o passeio pela Penha com o objectivo de passar até ao S. Bento das Pêras e depois seguir até Moreira de Cónegos. Ainda não se tinha trepado o primeiro monte e já o Frank tinha problemas no cepo da sua bicicleta. Rapidamente se alteraram os planos para fazer uma incursão até à casa do Magalhães onde se resolveu o problema. Estava na altura de regressar ao trajecto, mas dali, não podia vir boa coisa. Tivemos de galgar valente para retomar os trilhos do S. Bento e pelo trajecto inverso, tudo ao contrário (dassssssss). Isto não pára de subir?
Uma vez no S. Bento das Pêras, e sem tempo para ir até Moreira, embicamos novamente para a Penha. Mais uma vez tudo ao contrario (arrrrreeeeeeeeeeeeeee). Não havia volta a dar-lhe, o remédio era mesmo voltar a subir. Uma vez lá em cima estava na hora de regressar a casa com 40 km e mais de 1000 metros de acumulado. Para a semana há mais.

P.S.: Sentimos a falta do nosso companheiro Varinho que se encontra a realizar treino específico. Estou a brincar, Varinho. Abraço.