quinta-feira, 16 de junho de 2016

CAMINHOS DE SANTIAGO PELA COSTA 2016 - GUIMARÃES / SANTIAGO / MUXÍA

DIA 1

Dez é um número redondo. A décima peregrinação a Santiago de Compostela teria assim de ser especial. E foi… Mais de trezentos e cinquenta quilómetros cumpridos em três dias, para ligar Guimarães a Múxia. Claro que o ponto alto é, e será sempre a chegada à Praça do Obradoiro, mas este ano seguimos caminho até à Costa da Morte. Quinze bicigrinos apontaram assim o fim de semana prolongado pelo feriado do 10 de Junho para iniciar a longa jornada. Para o primeiro dia, o programa era recheado: concentração no Largo da Mumadona, que sempre assistiu às nossas partidas. Ainda a madrugada despontava e já perfilávamos para a foto da praxe. O relógio marcava 5h30 quando arrancamos, ainda as estrelas se viam no firmamento. Na primeira dificuldade, a Morreira, tivemos a surpresa de um dos membros do grupo descair para a traseira do pelotão e singrar ao longo da subida com alguma dificuldade. O Álvaro anunciava com um tom grave e uma expressão algo pesarosa que as sensações não eram as melhores: algo gripado, considerava a desistência… não faltaram vozes de conforto e um abrandamento do ritmo permitiram-nos chegar sem grandes sobressaltos a Esposende. Após um reforço em jeito de pequeno almoço, começamos a seguir as famosas setas amarelas. Com almoço marcado em Moledo, havia que arrepiar caminho e as terras desfilavam perante os olhos a bom ritmo. Viana, Afife, Âncora e finalmente o restaurante estava à vista, não sem antes o desvio até lá nos presentear com um aperitivo não apreciado por todos, eheheh. O Nolasco que, por motivos pessoais não pôde arrancar de Guimarães juntava-se ao grupo para um repasto que ficou na retina… atendimento impecável e um menu delicioso, regado com um preço que não assustou. Fica o nome, restaurante Gaivota, Moledo. Até Caminha, uma pernada. Esperava por nós o ferry que nos levaria a A Guarda. À semelhança do que sucedeu há algumas edições atrás, esperava por nós uma nortada que dificultou imenso a progressão até Baiona. As paisagens paliavam o esforço e o merecido descanso servia de incentivo. Chegados a Nigran o povo instalou-se no Pazo de Pias para o banho retemperador. Seguiu-se a jantarada, onde nos juntamos ao grupo da Likebike, mas infelizmente o restaurante escolhido (o mesmo da última vez) não correspondeu às expectativas. Talvez por isso houve mais sobriedade na ida para a cama, ou talvez fosse por aos 145 kms do dia se seguirem mais 120 que nos levariam directamente a Compostela na jornada seguinte. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016