quinta-feira, 9 de junho de 2011

APANHADOS NOS CAMINHOS DE SANTIAGO

FORÇA MACHADO

Apesar de não nos teres acompanhado em mais uma aventura "Pelos Caminhos de Santiago", pelos motivos que todos sabemos, estiveste sempre connosco. Foram várias as alturas em que o tema de conversa foste tu, mesmo quando amuavas! Faltaram as tuas pieguices, os teus devaneios, as tuas paranóias, as tuas maluquices e até as tuas escapadelas em contra relógio. Este ano safaste-te de duas refeições que custaram os olhos da cara. Já te estamos a imaginar de "ventas" a comer só pão e a resmungar (eheheheh). O Caminho deste ano foi fantástico, e, não temos dúvidas que ias adorar. A pensar nisso tiramos o maior número de fotos possiveis e filmes para que possas deliciar-te. Os textos da viagem também está a ser tratado ao pormenor para que não percas pitada. Este é o nosso contributo para um grande amigo que não pôde estar presente, mas que o esteve em pensamento.

UM GRANDE ABRAÇO DE TODO O GRUPO.

BTT BERÇO

quarta-feira, 8 de junho de 2011

CAMINHOS DE SANTIAGO 2011 - V EDIÇÃO - 3º DIA - CEA/SANTIAGO

A manhã do terceiro dia começou cedo, muito cedo. Os companheiros de albergue acordaram às 4h e o Varinho nunca mais sossegou! E acordou-nos mais cedo uma hora do que o previsto; dizem as más línguas que foi de propósito para conseguir depositar o papelinho na urna, pois era dia de eleições! Assim arrancamos muito cedo e iniciamos a subida para Castro Dozon em grupo compacto e em ritmo lento, em jeito de aquecimento. Ora e foi a última vez que se rodou em pelotão pois, a partir da primeira descida o grupo partiu-se com cada subidinha a provocar logo um crispar de músculos e uma correria desenfreada lá na frente! Esperava-se a carrinha de apoio em Lalín mas afinal o Camino levou-nos antes até Silleda, quase a meio da tirada, tivemos de esperar um pouquito pelo reforço. E à medida que os quilómetros se iam sucedendo, ia-se maturando nalguns a ideia de “comer” logo após atravessar o Rio Ulla, para não se fazer a última grande subida de estômago vazio. A ideia não gerava consenso, até porque havia gente com pressa (!) mas em boa hora se parou lá num tasquito logo a seguir à ponte. Mamaram-se uns “bocadillos” e emborcou-se uma “canha” enquanto alguém resmungava com tudo e mais alguma coisa. E pronto, o caldo entornou: no fim da dita elevação os primeiros aguardavam e alguém vindo de trás não gostou da atitude e da falta de solidariedade com os que passavam por algumas dificuldades… Nada de especial, um pequeno desentendimento logo sanado na chegada a Santiago. Encontramos gente conhecida que também peregrinara de bicicleta mas por Ponte de Lima, pessoal de Fafe. Toca a ir buscar a Compostela, e este bando de ateus nem se lembrou de entrar na catedral! Não faz mal se não fores em vida, vais depois! Bicicletas no reboque (mais de meia-hora ao sol e não estava lá o Machado senão…) e vamos embora que Portugal já deixa saudade. Antes de cruzarmos a fronteira decidiu-se ir comer um preguito a Valença, que soube muito bem mas arruinou as ténues esperanças de cumprir o dever cívico. As bikes tavam tão bem embaladas que ninguém as quis desembalar e ficaram no reboque para o dia seguinte, e toca a deixar o pessoal às pinguitas cada um na sua casa onde finalmente teríamos o merecido descanso. Pró ano há mais, o pessoal já está com vontade e quem vai a Santiago volta sempre!





CAMINHOS DE SANTIAGO 2011 - V EDIÇÃO - 2º DIA - VERIN/CEA

Ora mesmo depois de uma noite mal dormida, a ansiedade voltou a fazer das suas e às 6h30 da matina já estava tudo a pé, nem foi preciso o despertador do M (lol). Mas estranhamente, o povo estava muito displicente e só arrancamos uma hora depois! São piores do que as “gajas” para sair de casa… A etapa Verin – Cea estava cotada como dura mas, até alguns quilómetros depois de Laza foi só rolar em planinho, junto ao rio Tâmega. Aproveitou-se para recuperar o atraso matinal. Estranhava-se tanta facilidade até que, em Tamicelas fizemos dois ganchos e começamos a subir até Albergueria. E que subida, oito longos e penosos quilómetros com muita pedra (uma parte feita à mão) que nos deixou derreados. Felizmente em Albergueria havia paragem obrigatória num dos locais mais emblemáticos do “Camino”: o Rincon do Peregrino. Deixamos a concha assinada pelo BTTBERÇO e o Arantes deixou uma pelos nossos amigos dos Pedaladas de S. Torcato (o que originou um episódio desagradável com o Sr. Luís, o dono, a informar gentilmente o Rui que “ é outro o C@R@LH#!”). A subida finalmente acabava na Cruz no Monte Talariño. Daí encetamos uma descida merecida até à carrinha de apoio, que nos aguardava em Vilar de Barrio. Seguiam-se as rectas sem fim em Vilar de Gomareites, passagem por Xunqueira de Ambía e um percurso com constantes sobe e desce mas que paulatinamente nos conduzia ao almoço, em Ourense. Ourense parecia Nova Iorque depois de uma longa manhã no meio de nada! E as meninas?... Ai ai ai! Bom, primeira discórdia no grupo: onde vamos ao tacho? Depois de muitas deliberações acabamos por escolher bem, “O Lar do Leitón”, já na outra margem do Rio Minho. O garçon era espanhol e não nos estávamos a perceber mas, o cozinheiro era de Ponte de Lima! Já adivinham, comemos e bebemos à fartazana e acabamos com mais uma festa de xupitos! E diz o cozinheiro, “ides dormir a Cea? Estais f+d!d*s!!!”, e estávamos mesmo: ao seguirmos o Camiño Real fugimos à Costiña de Canedo, essa mítica subida de alcatrão, mas fomos surpreendidos pela Calzada de Cudeiro, uma subida com lages e inclinação de quase 20% nas partes mais íngremes. E foi quase sempre a subir que o camino nos levou até Cea, com alguns terrenos difíceis o que, com o acumular dos quilómetros, massacrou as poucas forças que restavam. O jantar desta feita não suscitou dúvidas: desde o ano passado que sabíamos que, sempre que fizermos este percurso, iremos jantar ao restaurante do nosso conterrâneo em Faramontãos. Infelizmente, a ementa não satisfez a 100 %... mas acabou mais uma vez em festa e com mais bagaçada! Contas feitas, esta variante de Laza agradou. Ficou a sensação de uma maior dureza e um percurso muito bonito. Agora era descansar prá próxima jorna, que se anunciava durinha; e digo era, porque o cansaço era tanto que ninguém arranjava posição para dormir. Ainda “confraternizamos” com alguns peregrinos em que respondíamos aos roncos com mais alguma flatulência!    





terça-feira, 7 de junho de 2011

CAMINHOS DE SANTIAGO 2011 - V EDIÇÃO - 1º DIA - GUIMARÃES/VERIN

O encontro estava marcado para as 8h em frente ao LIDL, e como é habitual nas vésperas de ir para Santiago, a ansiedade era muita. O Tintas resolveu quebrar a expectativa mandando uma mensagem a dizer que tinha furado e que ia demorar uma data de tempo. Tanga, é claro, eram 8h05 e já estávamos eu, o Tintas e o Fernando prontos para arrancar. Fomos apanhar o Vítor e o Georges em Souto, onde também carimbamos a credencial pela 1ª vez. O rumo para este primeiro dia estava traçado: caminho para o Gerês de Garfe até às Cerdeirinhas. Mas eis que surge o primeiro contratempo: o Jo-Jo, mais habituado às correrias, na primeira subida de monte, cai para o lado e desencaixou o pistão da manete do travão. Felizmente, o Tintas trazia as luvas de mecânico e resolveu-se o problema com alguma facilidade, enquanto davamos à treta com o dono do Diver Lanhoso. Arrepiamos caminho, mas poucos kilómetros à frente o Fernando manda um tralho dos velhos (diz ele que se meteu um pau grosso atrás – na roda!). O caso aqui foi mais sério porque a corrente encravou-se entre os raios e a cassete. O Tintas com as luvas nada conseguiu pelo que teve de ser o Vítor com força bruta a resolver o imbróglio que nos custou mais meia hora… A partir daqui tínhamos de lhe dar com força e foi o que fizemos. Quase não paramos até ao restaurante nos Pisões. Sem forças, eu e o Fernando abrimos as hostilidades e sorvemos duas sopas e duas garrafas de maduro de Valpaços (estava fresquinho!). A tarde prometia paisagens fantásticas, e não desiludiu. Contornamos a Barragem, e passamos pelas aldeias típicas de Montalegre até Soutelinho da Raia onde nos conseguimos perder mesmo com dois GPSs! Descida brutal até Verin, albergue e toca a procurar restaurante. Os rapazes estavam indecisos, demos cinco voltas à cidade para ir parar ao do ano passado. Em boa hora o fizemos porque o garçon que nos atendeu é de Gaia e posso-vos dizer que pagamos as vacas ao dono, mas comemos muito bem e bebemos ainda melhor! Esta refeição já se fez com a presença dos nossos colegas que saíram de Guimarães no final do dia de trabalho, e acabou numa descambada de xupitos bebidos de rajada… O segundo dia prometia, pelo que subimos aos beliches para descansar o corpo mas, entre risos e “flatulências”, não se pregou olho!

PS: Sentimos a tua falta, grande Machado!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

CAMINHOS DE SANTIAGO V EDIÇÃO - VIDEOS

Videos de alguns dos trilhos percorridos.
Estão colocados todos os videos que recolhemos durante o trajecto...























CAMINHOS DE SANTIAGO V EDIÇÃO



TERMINOU MAIS UMA AVENTURA PELOS CAMINHOS DE SANTIAGO. O QUE É BOM TERMINA RÁPIDO. NÃO VEMOS HORA DE CHEGAR A PRÓXIMA EDIÇÃO.

Á LAIA DE CRÓNICA (QUE MAIS TARDE IRÁ SER APRESENTADA), FICAM ALGUNS NÚMEROS RESULTANTES DE UM FIM DE SEMANA FANTÁSTICO.

- 60 HORAS
- 10 BTTISTAS
- 10 BICICLETAS
- 1 MOTORISTA
- 1 CARRINHA DE APOIO
- 645 KM DE CARRO
- 50 LITROS DE COMBUSTIVEL


- 327 KM DE BICICLETA
- 5438 METROS DE ACUMULADO

- 60 LARANJAS
- 60 MAÇAS
- 60 BANANAS
- 48 BARRAS
- 2 PÃES DE FORMA
- 800 G DE MARMELADA
- 24 LEITES CHOCOLATADOS
- 36 SUMOS

- 6 MÁQ. FOGRÁFICAS
- CENTENAS DE FOTOS
- 2 MAQ. DE FILMAR NAS BIKES
- IMAGENS DOS TRILHOS
- 1 MAQ. DE FILMAR
- IMAGENS DOS MOMENTOS MAIS ANEDÓTICOS

A NÃO PERDER NOS PRÓXIMOS DIAS:

- OS RELATOS DOS PROTAGONISTAS
- AS FOTOS
- OS FILMES

Nota: Não foram mencionados os litros de cerveja e de Chupitos consumidos para não ferir susceptibilidades