A manhã do terceiro dia começou cedo, muito cedo. Os companheiros de albergue acordaram às 4h e o Varinho nunca mais sossegou! E acordou-nos mais cedo uma hora do que o previsto; dizem as más línguas que foi de propósito para conseguir depositar o papelinho na urna, pois era dia de eleições! Assim arrancamos muito cedo e iniciamos a subida para Castro Dozon em grupo compacto e em ritmo lento, em jeito de aquecimento. Ora e foi a última vez que se rodou em pelotão pois, a partir da primeira descida o grupo partiu-se com cada subidinha a provocar logo um crispar de músculos e uma correria desenfreada lá na frente! Esperava-se a carrinha de apoio em Lalín mas afinal o Camino levou-nos antes até Silleda, quase a meio da tirada, tivemos de esperar um pouquito pelo reforço. E à medida que os quilómetros se iam sucedendo, ia-se maturando nalguns a ideia de “comer” logo após atravessar o Rio Ulla, para não se fazer a última grande subida de estômago vazio. A ideia não gerava consenso, até porque havia gente com pressa (!) mas em boa hora se parou lá num tasquito logo a seguir à ponte. Mamaram-se uns “bocadillos” e emborcou-se uma “canha” enquanto alguém resmungava com tudo e mais alguma coisa. E pronto, o caldo entornou: no fim da dita elevação os primeiros aguardavam e alguém vindo de trás não gostou da atitude e da falta de solidariedade com os que passavam por algumas dificuldades… Nada de especial, um pequeno desentendimento logo sanado na chegada a Santiago. Encontramos gente conhecida que também peregrinara de bicicleta mas por Ponte de Lima, pessoal de Fafe. Toca a ir buscar a Compostela, e este bando de ateus nem se lembrou de entrar na catedral! Não faz mal se não fores em vida, vais depois! Bicicletas no reboque (mais de meia-hora ao sol e não estava lá o Machado senão…) e vamos embora que Portugal já deixa saudade. Antes de cruzarmos a fronteira decidiu-se ir comer um preguito a Valença, que soube muito bem mas arruinou as ténues esperanças de cumprir o dever cívico. As bikes tavam tão bem embaladas que ninguém as quis desembalar e ficaram no reboque para o dia seguinte, e toca a deixar o pessoal às pinguitas cada um na sua casa onde finalmente teríamos o merecido descanso. Pró ano há mais, o pessoal já está com vontade e quem vai a Santiago volta sempre!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
CAMINHOS DE SANTIAGO 2011 - V EDIÇÃO - 2º DIA - VERIN/CEA
Ora mesmo depois de uma noite mal dormida, a ansiedade voltou a fazer das suas e às 6h30 da matina já estava tudo a pé, nem foi preciso o despertador do M (lol). Mas estranhamente, o povo estava muito displicente e só arrancamos uma hora depois! São piores do que as “gajas” para sair de casa… A etapa Verin – Cea estava cotada como dura mas, até alguns quilómetros depois de Laza foi só rolar em planinho, junto ao rio Tâmega. Aproveitou-se para recuperar o atraso matinal. Estranhava-se tanta facilidade até que, em Tamicelas fizemos dois ganchos e começamos a subir até Albergueria. E que subida, oito longos e penosos quilómetros com muita pedra (uma parte feita à mão) que nos deixou derreados. Felizmente em Albergueria havia paragem obrigatória num dos locais mais emblemáticos do “Camino”: o Rincon do Peregrino. Deixamos a concha assinada pelo BTTBERÇO e o Arantes deixou uma pelos nossos amigos dos Pedaladas de S. Torcato (o que originou um episódio desagradável com o Sr. Luís, o dono, a informar gentilmente o Rui que “ é outro o C@R@LH#!”). A subida finalmente acabava na Cruz no Monte Talariño. Daí encetamos uma descida merecida até à carrinha de apoio, que nos aguardava em Vilar de Barrio. Seguiam-se as rectas sem fim em Vilar de Gomareites, passagem por Xunqueira de Ambía e um percurso com constantes sobe e desce mas que paulatinamente nos conduzia ao almoço, em Ourense. Ourense parecia Nova Iorque depois de uma longa manhã no meio de nada! E as meninas?... Ai ai ai! Bom, primeira discórdia no grupo: onde vamos ao tacho? Depois de muitas deliberações acabamos por escolher bem, “O Lar do Leitón”, já na outra margem do Rio Minho. O garçon era espanhol e não nos estávamos a perceber mas, o cozinheiro era de Ponte de Lima! Já adivinham, comemos e bebemos à fartazana e acabamos com mais uma festa de xupitos! E diz o cozinheiro, “ides dormir a Cea? Estais f+d!d*s!!!”, e estávamos mesmo: ao seguirmos o Camiño Real fugimos à Costiña de Canedo, essa mítica subida de alcatrão, mas fomos surpreendidos pela Calzada de Cudeiro, uma subida com lages e inclinação de quase 20% nas partes mais íngremes. E foi quase sempre a subir que o camino nos levou até Cea, com alguns terrenos difíceis o que, com o acumular dos quilómetros, massacrou as poucas forças que restavam. O jantar desta feita não suscitou dúvidas: desde o ano passado que sabíamos que, sempre que fizermos este percurso, iremos jantar ao restaurante do nosso conterrâneo em Faramontãos. Infelizmente , a ementa não satisfez a 100 %... mas acabou mais uma vez em festa e com mais bagaçada! Contas feitas, esta variante de Laza agradou. Ficou a sensação de uma maior dureza e um percurso muito bonito. Agora era descansar prá próxima jorna, que se anunciava durinha; e digo era, porque o cansaço era tanto que ninguém arranjava posição para dormir. Ainda “confraternizamos” com alguns peregrinos em que respondíamos aos roncos com mais alguma flatulência!
terça-feira, 7 de junho de 2011
CAMINHOS DE SANTIAGO 2011 - V EDIÇÃO - 1º DIA - GUIMARÃES/VERIN
O encontro estava marcado para as 8h em frente ao LIDL, e como é habitual nas vésperas de ir para Santiago, a ansiedade era muita. O Tintas resolveu quebrar a expectativa mandando uma mensagem a dizer que tinha furado e que ia demorar uma data de tempo. Tanga, é claro, eram 8h05 e já estávamos eu, o Tintas e o Fernando prontos para arrancar. Fomos apanhar o Vítor e o Georges em Souto, onde também carimbamos a credencial pela 1ª vez. O rumo para este primeiro dia estava traçado: caminho para o Gerês de Garfe até às Cerdeirinhas. Mas eis que surge o primeiro contratempo: o Jo-Jo, mais habituado às correrias, na primeira subida de monte, cai para o lado e desencaixou o pistão da manete do travão. Felizmente, o Tintas trazia as luvas de mecânico e resolveu-se o problema com alguma facilidade, enquanto davamos à treta com o dono do Diver Lanhoso. Arrepiamos caminho, mas poucos kilómetros à frente o Fernando manda um tralho dos velhos (diz ele que se meteu um pau grosso atrás – na roda!). O caso aqui foi mais sério porque a corrente encravou-se entre os raios e a cassete. O Tintas com as luvas nada conseguiu pelo que teve de ser o Vítor com força bruta a resolver o imbróglio que nos custou mais meia hora… A partir daqui tínhamos de lhe dar com força e foi o que fizemos. Quase não paramos até ao restaurante nos Pisões. Sem forças, eu e o Fernando abrimos as hostilidades e sorvemos duas sopas e duas garrafas de maduro de Valpaços (estava fresquinho!). A tarde prometia paisagens fantásticas, e não desiludiu. Contornamos a Barragem, e passamos pelas aldeias típicas de Montalegre até Soutelinho da Raia onde nos conseguimos perder mesmo com dois GPSs! Descida brutal até Verin, albergue e toca a procurar restaurante. Os rapazes estavam indecisos, demos cinco voltas à cidade para ir parar ao do ano passado. Em boa hora o fizemos porque o garçon que nos atendeu é de Gaia e posso-vos dizer que pagamos as vacas ao dono, mas comemos muito bem e bebemos ainda melhor! Esta refeição já se fez com a presença dos nossos colegas que saíram de Guimarães no final do dia de trabalho, e acabou numa descambada de xupitos bebidos de rajada… O segundo dia prometia, pelo que subimos aos beliches para descansar o corpo mas, entre risos e “flatulências”, não se pregou olho!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
CAMINHOS DE SANTIAGO V EDIÇÃO - VIDEOS
Videos de alguns dos trilhos percorridos.
Estão colocados todos os videos que recolhemos durante o trajecto...
Estão colocados todos os videos que recolhemos durante o trajecto...
CAMINHOS DE SANTIAGO V EDIÇÃO
TERMINOU MAIS UMA AVENTURA PELOS CAMINHOS DE SANTIAGO. O QUE É BOM TERMINA RÁPIDO. NÃO VEMOS HORA DE CHEGAR A PRÓXIMA EDIÇÃO.
Á LAIA DE CRÓNICA (QUE MAIS TARDE IRÁ SER APRESENTADA), FICAM ALGUNS NÚMEROS RESULTANTES DE UM FIM DE SEMANA FANTÁSTICO.
- 60 HORAS
- 10 BTTISTAS
- 10 BICICLETAS
- 1 MOTORISTA
- 1 CARRINHA DE APOIO
- 645 KM DE CARRO
- 50 LITROS DE COMBUSTIVEL
- 327 KM DE BICICLETA
- 5438 METROS DE ACUMULADO
- 60 LARANJAS
- 60 MAÇAS
- 60 BANANAS
- 48 BARRAS
- 2 PÃES DE FORMA
- 800 G DE MARMELADA
- 24 LEITES CHOCOLATADOS
- 36 SUMOS
- 6 MÁQ. FOGRÁFICAS
- CENTENAS DE FOTOS
- 2 MAQ. DE FILMAR NAS BIKES
- IMAGENS DOS TRILHOS
- 1 MAQ. DE FILMAR
- IMAGENS DOS MOMENTOS MAIS ANEDÓTICOS
A NÃO PERDER NOS PRÓXIMOS DIAS:
- OS RELATOS DOS PROTAGONISTAS
- AS FOTOS
- OS FILMES
Nota: Não foram mencionados os litros de cerveja e de Chupitos consumidos para não ferir susceptibilidades
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
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