domingo, 13 de junho de 2010

DOMINGUEIRO 13.06.2010

Uma manhã cheia de adrenalina.

Estávamos em bom número à partida para mais um domingueiro solarengo. O único que sabia o percurso era o Machado, deixando alguns com um nervoso miudinho. Estava tudo a postos para a partida quando de repente surge o Varinho. Até aqui nada de anormal, só que o amigo vinha de carro, afinal estava de passagem aproveitando para cumprimentar o pessoal. Lá fomos para a nossa voltinha. Alto…ainda não foi desta, o meu telemóvel estava a tocar. Era o Varinho, estava a “ressacar” depois de nos ter visto a todos e também queria vir. Bem, lá esperamos mais uns minutos até que se preparasse. Agora sim, não havia mais tempo a perder porque o relógio já marcava 8.30h e tínhamos de nos despachar para conseguir fazer todo o percurso.

Seguimos em direcção ao Monte de Santa Eulália em Fermentões (pela Carvalha) por sinal das partes mais bonitas dentro da cidade, Parque Industrial, Ponte de Campelos onde voltamos a entrar no monte. Nesta fase já tínhamos subido a bom subir. Seguiu-se o Monte de Brito junto à auto estrada até à Senhora da Saúde. Era altura de começar a descer até á Morreira para depois atacar a subida para a Falperra.

Uma vez lá em cima tomamos o sentido do Sameiro para depois descermos até à capela de Santo António em Espinho. Daí em diante as descidas sucediam-se por single tracks fantásticos até Briteiros Santa Leucádia. Uma vez cá em baixo seguimos pela estrada até às Taipas em puro contra-relógio (era escusado) apanhando a nacional 101 em direcção a Guimarães porque já se fazia tarde. A febre do alcatrão tomou conta das ideias a alguns que pedalavam desvairadamente até ao Centro da Cidade. Vamos ter de rever alguns pormenores nas fazes finais dos passeios.

Estavam concluídos 48 km com 1200 metros de desnível.






sábado, 12 de junho de 2010

A MAIS RECENTE AQUISIÇÃO

Recentemente adquiri esta BH Top Line com cerca de 10 anos. Uma aquisição fantástica. Agora que já está polida e o aluminio a brilhar faltam apenas alguma alterações para ficar perfeita. Vai ser a minha "Beach Bike". Ora, com este clássico meter "nojo" no passeio alegre não vai ser dificil. EHEHEHEH.


quarta-feira, 9 de junho de 2010

ELES É QUE SÃO BRAVOS

Saíram de Sevilha no passado dia 2 de Junho para percorrer toda a Via de la Plata com final em Santiago Compostela. A ideia inicial é fazerem todo o percurso em 10 dias mas vão tentar fazer em 8. Se assim for chegarão a Santiago Compostela na próxima segunda-feira. Uma aventura que qualquer um gostaria de ter. Romão Barbosa, Sérgio Rocha e o Paulo são os "Duros" Betetistas vimaranenses que nestas coisas das duas rodas não perdoam.

Boa Viagem e Felicidades aos três.


segunda-feira, 31 de maio de 2010

CAMINHOS DE SANTIAGO 2010

Este ano decidimos fazer o habitual passeio a Santiago Compostela pela “ Via de la Plata”. Depois de as três edições anteriores terem sido realizadas pelo “Caminho Português” estava na altura de experimentar algo diferente.
Esta edição foi diferente das anteriores em tudo, até porque parte do grupo saiu mais cedo e fez em três dias resolvendo pedalar até Verin (local onde estava agendado o ponto de partida) e os restantes seguiriam no final do dia para se juntar ao primeiro grupo.


PRIMEIRO DIA

Ora, para o primeiro dia (sexta-feira 28 ) a ementa era constituída apenas por estrada. A partida logo pela manhã em direcção aos Pisões, local escolhido para almoçar, ocorreu a bom ritmo com o tempo a ajudar já que o calor não se fez sentir, muito pelo contrário.

Com a chegada à barragem chegava também um merecido descanso e a pausa para almoço. A refeição, excelente e barata num local bem bonito, serviu para retemperar forças para o resto do trajecto até Verin. Houve até direito a um bagacinho para ajudar á digestão. O melhor do dia estava para vir com a passagem por locais fantásticos e verdejantes, aldeias que parecem ter parado no tempo a fazer esquecer a azáfama das cidades. É sem dúvida outro Portugal aquele que encontramos até cruzar a fronteira.
Daí até ao ponto de chegada (Verin) separavam-nos cerca de 24 km. Local onde foi passada a primeira noite com o restante grupo que chegou por volta das 21.00h.

A terminar este primeiro dia apenas uma chamada de atenção para o local do jantar, aconselhado pelos colegas que vieram à frente, foi abaixo das expectativas já que o “camarero” parecia diferente. Mas isso…..o pior é que trocou os menus pedidos, influenciando e de que maneira o rendimento de alguns elementos do grupo no dia seguinte.
Contrariamente a todos os receios iniciais, conseguimos dormida no albergue dos peregrinos poupando alguns euros. Apesar de ser dos mais fracos que já dormimos, com poucas condições deu para passar a noite e carregar baterias para o dia seguinte.






SEGUNDO DIA

Tocou o despertador para o segundo dia (apenas para alguns) e primeiro dia para a maior parte dos participantes. Depois de aconchegar o estômago e preparar a bagagem iniciamos o caminho em direcção a Orense, local onde estava previsto almoçar, logo com uma subida de fazer cortar a respiração. Para complicar ainda mais esta etapa, todo o percurso estava mal marcado (ausência de marcações) e o GPS que tínhamos com todo o traçado resolveu não ler o ficheiro. Era altura de colocar à prova o sentido de improvisação num terreno completamente desconhecido para todos. E assim fizemos conseguindo seguir dentro dos possíveis o traçado, fantástico na fase inicial, com paredes tremendas a fazer lembrar para aqueles que conhecem a subida ao vulcão mas em tamanho XL. O pior seriam mesmo os últimos 20 km antes de chegar a Orense já que o caminho estava completamente destruído obrigando-nos a fazer estrada através de um via rápida perigosíssima até ao local de almoço. Sem nada marcado ainda tínhamos de arranjar restaurante para dez marmanjos esfomeados, não foi fácil, “allez vitoria allez bamos a eles e a elas tb….lol”, mas conseguimos….o almoço foi muito bom!

Com o bandulho cheio esperava-nos logo à saída de Orense a famosa subida em “espiche” com 2000 metros e 16% de inclinação (Costinha de Canedo)…eheheheh, hei bravos. Porque não somos homens de virar as costas às dificuldades comemos a dita cuja como quem come broa. O aquecimento estava feito, daí até CEA, localidade onde passamos a segunda noite, foi sempre a subir.
Mais uma vez conseguimos dormida para todo o grupo no albergue, este sim com excelentes condições, não fosse a sinfonia de “roncos” durante toda a noite dos outros peregrinos e esta tinha sido perfeita.
Falta apenas fazer uma referência ao local de jantar, muito bom, onde trabalhava um vimaranense de S. João de Ponte radicado em Espanha à 36 anos.
Faltou referir que devido às más marcações fizemos mais 25 km.




TERCEIRO DIA

Para o último dia, etapa final, estava reservado o melhor. As marcações eram perfeitas, os trilhos todos transitáveis a fazer subir adrenalina. Para abrir 12 km praticamente sempre a subir até ao topo do planeta (cota 830). Nada que já não estivéssemos habituados. Uma vez lá em cima pedalamos durante alguns quilómetros no topo da montanha, um descampado imenso com cenários selvagens a fazer esquecer a civilização. Chegou a altura de ter outro tipo de gozo, curtir as descidas que tínhamos pela frente. Foram praticamente 30 km sempre a descer, com algumas subidas leves pelo meio, até à cota 80 passando pelo interior de alguns bosques, rasgando por completo a montanha que tinha sido trepada na fase inicial deste dia, só parando junto ao rio em Ulla. Só visto.

Porque o ritmo tinha sido excelente, resolvemos não parar para almoçar e seguir directos até Santiago, mas, a coisa não iria ser fácil. Faltavam 25 km de subidas (autênticas paredes) e descidas à mistura que quase faziam estragos a alguns elementos do grupo. Finalmente Santiago, marcava o relógio 13.30h com todas as dificuldades ultrapassadas. Foi uma etapa de 6 horas a pedalar com ligeiras pausas pelo meio.

Faltava apenas a foto da praxe e o testemunho do dever cumprido, a “Compostela”.

Era hora de regressar, carregamos as bikes no atrelado, organizamos a bagagem e rumamos para Valença, onde fizemos a última refeição às 4 da tarde e também o último convívio do fim-de-semana. A chegada a Guimarães deu-se por volta das 19.00h.




Resta apenas uma palavra de agradecimento ao nosso motorista, o Sr. Miguel, impecável como sempre. Esteve sempre no sitio certo e quando era preciso. A sua disponibilidade foi total para que nós pudéssemos desfrutar do passeio da maneira que o fizemos. Muito obrigado.

Para finalizar dizer também que este ano fez-nos companhia, e por sinal muito agradável, um elemento novo, o Fernando que espero tenha gostado dos momentos que passou connosco.





DADOS ESTATÍSTICOS

TOTAL DAS ETAPAS: 342,5 KM

TEMPO TOTAL A PEDALAR: 19h 11m

ACUMULADO POSITIVO: 5.700 m

quarta-feira, 26 de maio de 2010

INICIO DA SUBIDA AO VULCÃO 16.05.2010

NO PASSADO SÁBADO COM 35 GRAUS

Há quem não tenha disponibilidade para andar ao domingo de manhã, por isso tem de fazer pela vida e treinar ao sábado de tarde. Outros têm toda a disponibilidade do mundo e treinam ao sábado e ao domingo.
O Sameiro foi o destino!